Por: Leandro Souza
Calma aí, não vai se atirando nas compras: a empresa, sediada em Porto Alegre, está testando um serviço eletrônico que pretende resolver o problema de quem atrasa o pagamento de dívidas, pagando tudo em dia e cobrando dos clientes depois.
Criado pelos sócios Alexandre Ferrari, Victor Silveira e Rafael Zatti, com investimento de valor não aberto, o Pagapramim começou a ser desenvolvido em 2012, quando os sócios pensaram em uma solução ao saber de estatísticas sobre inadimplência de pagamentos no país.
“O Pagapramim surgiu quando descobrimos o número de contas básicas, como luz, água, telefone, que são pagas com atraso. Hoje, 70% dessas contas são pagas com até 30 dias de atraso”, afirma Rafael Zatti.
O serviço funciona através do esquema de bill extension, semelhante a iniciativas internacionais como o Billmelater, do Ebay. O cliente, após se cadastrar e passar por uma análise de crédito, pode usar a facilidade.
Ele conta com planos de 7, 14 ou 21 dias para acertar a conta paga, acrescido de uma taxa de conveniência, que tem taxas de 2, 4 e 6% de acordo com o prazo escolhido.
“Individualmente, em alguns casos, nossas taxas são um pouco maiores do que as taxas cobradas pelas empresas, mas o que descobrimos é que o usuário comum não atrasa apenas uma conta, mas várias. Então, somando todas as multas, nossa taxa fica muito abaixo, já que ele pode cadastrar várias contas e pagar apenas uma taxa”, explica Zatti.
Segundo relata Zatti, a empresa teve que consultar o Banco Central sobre a cobrança de taxa sobre as contas pagas.
No entanto, como garante o executivo, tudo já foi esclarecido, e o modelo foi homologado pela instituição financeira.
Atualmente, o Pagapramim ainda está em beta.
“Por enquanto o site está fechado para o público em geral mesmo. Estamos fazendo alguns testes com grupos menores para depois abrir para todo mundo”, explica o sócio.
O público-alvo da startup é o das classes C e D.
Para isso, também está em estudo um sistema de assinatura onde será possível cadastrar todas as contas, e todas elas serão centralizadas em um boleto únco que o clientes podem pagar no dia que achar mais conveniente.
Ao se preparar para o lançamento oficial do serviço, o desafio para 2013 é estabelecer a sustentabilidade do processo da iniciativa, cumprindo metas sem correr riscos.
“Ainda estamos aprendendo com todo o processo e precisamos liberar crédito ao poucos, para não termos uma alta taxa de inadimplência e quebrar o serviço”, finaliza.
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